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Mísseis de Cruzeiro.

Publicado: Sábado, 30 de Mai de 2020, 15h21 | Última atualização em Sexta, 09 de Outubro de 2020, 16h43 | Acessos: 237

Maj FERNADES HENN

O míssil trata-se de um “engenho espacial bélico autopropulsado e não tripulado que se desloca com trajetória preestabelecida ou dotado de sistemas diversos de orientação, podendo ser controlado ou não, que o dirijam de encontro ao alvo”. (BRASIL, 2007)

“Um míssil de cruzeiro pode carregar tanto ogivas convencionais como ogivas nucleares, dependendo, para isso, do seu tamanho e capacidades técnicas do armamento que o lança. Mísseis modernos podem cumprir sua trajetória em velocidade supersônica ou em alta velocidade subsônica. Além disso, possuem a característica de ser auto navegáveis e de ter a capacidade de realizar uma trajetória não-balística, com altitude extremamente reduzida (...) Um míssil guiado é projetado para liberar uma grande ogiva em longas distâncias com alta precisão. Para obter a precisão desejada, a referida munição é equipada com um sistema de navegação, podendo ser inercial, por satélite ou guiado por fibra ótica.” (CASTRO, 2010)

A evolução dos mísseis deriva do desenvolvimento dos foguetes1, como consequencia da descoberta da pólvora pelos chineses no século X. Em meados de 1100, os chineses utilizaram os primeiros foguetes com fins militares, inicialmente confeccionados com bamboo (CHIESA et al, 2014). O estudo da história militar também revela o emprego de foguetes nos séculos XVIII e XIX, que declinaram com o desenvolvimento da artilharia de tubo.

Já no século XX, novas pesquisas desevolvem novos propelentes, líquidos e sólidos, que serão usados na propulsão de mísseis e foguetes. Na segunda Guerra Mundial pode ser verificado o emprego de mísseis na história militar. Nesse conflito, Hitler patrocinou o desenvolvimento do que se convencionou chamar como as bombas V1 e V2, que foram largamente empregadas para bombardear a cidade de Londres.

“Era uma V1- uma bomba voadora a jato sem piloto de longo alcance, o que hoje chamaríamos missel de cruzeiro. Era inicio do verão de 1944, quando os foguetes V1, conhecidos pelos londrinos com varas mágicas, caíram pela primeira vez sobre a capital, rasgando prédios e estilhaçando janelas por centenas de metros a sua volta. ... quando o motor parava, as pessoas se preparavam para a explosão, que ocorria cerca de 12 segundos depois. Mais tarde vieram as V2, mísseis balísticos, mais perigosos, porque atravessavam em silencio a estratosfera, trazendo uma ogiva maior.” (Cornwell, 2003).

Após a Segunda Guerra Mundial inicia-se a guerra fria. Essa tratou-se de um conflito ideológico que levou os Estados Unidos da América e a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas a desenvolverem mísseis com diversas capacidades, finalidades ealcances, como do tipo ar-ar, ar-terra, balísticos e nucleares, quase levando o mundo a um conflito nuclear durante a crise dos mísseis em Cuba em 1961.

O estudo da história militar mostra ainda que os mísseis de cruzeiro foram efetivamente empregados nos últimos 35 anos. Antes dos anos 1990, durante o período da Guerra Fria, o míssil de cruzeiro era mais como uma arma de dissuasão, não sendo empregado nos conflitos que marcaram esse período da história recente. A partir dos anos de 1990, na Operação Desert Storm, verifica-se um largo emprego desse meio em vários conflitos, sendo lançados de plataformas aéreas, navais e submarinas.

“No início da década de 1980, as autoridades militares soviéticas e teóricos estavam certos que novas tecnologias militares, em especial as relacionadas à precisão e guiagem de armas, transformariam a condução da guerra. O primeiro emprego dessas novas capacidades ocorreu em 1991 na Operação Desert Storm.” (Watts, 2013)

A seguir, será apresentado um estudo do emprego de mísseis de cruzeiro em operações militares a partir da Operação Desert Storm.

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