Ciência, Tecnologia e Inovação na defesa: base industrial de defesa, autonomia estratégica e a geração de capacidades militares

Eduardo Xavier Ferreira Glaser Migon
Doutor em Administração e em Ciências Militares.
Pesquisador / Coordenador do Laboratório de Ciências Militares (ECEME).

Jarbas Alfeu de Paula Júnior
Doutorando do PPG em Ciências Militares.
Pesquisador do Laboratório de Ciências Militares (ECEME).

1. Introdução

Nas últimas décadas, a competição entre Estados tem sido cada vez mais influenciada pela capacidade de produzir, absorver e aplicar conhecimento científico e tecnológico. O domínio da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) deixou de ser apenas um vetor de desenvolvimento econômico para tornar-se um elemento estruturante do poder estatal. Em um ambiente internacional marcado pela rápida difusão de tecnologias emergentes — como inteligência artificial, sistemas autônomos e robótica — a capacidade de transformar conhecimento em capacidades operacionais tornou-se um fator decisivo para a autonomia estratégica das nações (BIDDLE, 2004).

No campo da defesa, essa dinâmica manifesta-se de forma particularmente clara. A geração de capacidades militares modernas depende, cada vez mais, da existência de ecossistemas nacionais de inovação, capazes de integrar universidades, centros de pesquisa, instituições militares e o setor produtivo. Nesse contexto, a Base Industrial de Defesa (BID) assume papel central. Mais do que um conjunto de empresas voltadas à produção de sistemas militares, a BID constitui um instrumento estratégico por meio do qual o Estado transforma investimento em CTI em capacidades militares, autonomia tecnológica e instrumentos de política externa (SILVA FILHO, 2019).

Para países que não ocupam posição hegemônica no sistema internacional, a construção de capacidades tecnológicas próprias adquire relevância ainda maior. O investimento em CTI voltada à defesa pode permitir a exploração de vantagens específicas capazes de compensar limitações materiais, ampliando a capacidade de dissuasão e de proteção dos interesses nacionais. Nesse sentido, a inovação tecnológica passa a desempenhar papel central na configuração das capacidades militares contemporâneas.

Diante desse contexto, o presente artigo analisa o papel da CTI na consolidação do poder estatal, destacando a Base Industrial de Defesa como mecanismo de materialização dessas capacidades. O desenvolvimento de sistemas terrestres não tripulados [Unmanned Ground Vehicles (UGVs)] é utilizado como ilustração dessa dinâmica, evidenciando como os avanços em robótica, em sensoriamento e em inteligência artificial dependem de uma base tecnológica e industrial nacional capaz de sustentá-los.

 

2. Tecnologia, inovação e competição estratégica

A centralidade da tecnologia na competição entre Estados não decorre apenas da sofisticação crescente dos meios materiais, mas da possibilidade de alterar relações de poder por meio da geração de novas capacidades. No ambiente contemporâneo, marcado por disputas em torno da inteligência artificial, da robótica, dos sistemas autônomos e do sensoriamento avançado, a superioridade relativa depende cada vez mais de transformar conhecimento em aplicação — processo que não é linear nem automático. A mera existência de avanços científicos não produz vantagem estratégica; o que produz efeitos concretos é a capacidade institucional de selecionar prioridades, financiar trajetórias tecnológicas relevantes e converter conhecimento em capacidades de emprego militar.

A inovação deve ser compreendida como parte da lógica de geração de capacidades no planejamento de defesa, processo que envolve a articulação entre objetivos estratégicos, o desenvolvimento tecnológico e a organização institucional das Forças Armadas (SILVA et al., 2019).

No campo da defesa, o debate sobre planejamento baseado em capacidades mostra que o problema central não reside apenas em adquirir meios, mas em construir arranjos institucionais capazes de antecipar necessidades futuras e orientar o desenvolvimento de soluções tecnológicas coerentes com os objetivos estratégicos do Estado. A questão, portanto, não é apenas tecnológica, mas político-institucional: Estados que organizam melhor seus processos de inovação tendem a obter maior flexibilidade estratégica e melhores condições para adaptar suas forças armadas às mudanças do ambiente operacional.

Esse ponto é particularmente relevante para países que não ocupam posição hegemônica no sistema internacional. Para esses Estados, a inovação pode representar uma via de compensação estratégica. Em vez de competir simetricamente em volume de meios ou massa de recursos, torna-se mais racional concentrar esforços em nichos tecnológicos capazes de produzir vantagens assimétricas ou, em termos mais precisos, de criar condições de “assimetria reversa”, mediante soluções inovadoras que ampliem a eficácia relativa de capacidades limitadas (RASKA, 2016). Sob essa perspectiva, Ciência, Tecnologia e Inovação passam a integrar não apenas a agenda de modernização do Estado, mas a própria lógica de sua inserção estratégica.

 

3. Sistemas de inovação, defesa e capacidade estatal

Se a inovação tecnológica possui relevância estratégica, sua materialização depende da forma como o Estado organiza o ambiente institucional que a sustenta. O desenvolvimento de tecnologias sensíveis, particularmente no setor de defesa, exige a interação entre múltiplos atores: instituições de pesquisa, universidades, órgãos governamentais, Forças Armadas e setor produtivo. Não se trata apenas de reunir competências dispersas, mas de criar mecanismos de coordenação capazes de orientar tais competências para objetivos estratégicos definidos.

A literatura sobre sistemas de inovação demonstra que a geração de conhecimento econômica e tecnologicamente relevante depende de arranjos cooperativos entre Estado, academia e indústria. O modelo da tríplice hélice, proposto por Etzkowitz (2008), oferece uma chave analítica útil para compreender esse processo ao destacar que a inovação não emerge de forma isolada, mas de interações contínuas entre essas esferas institucionais. No campo da defesa, porém, essa articulação ganha densidade adicional, porque envolve áreas tecnológicas de alta sensibilidade, ciclos longos de desenvolvimento, forte dependência de financiamento público e exigências operacionais que nem sempre se ajustam à lógica convencional do mercado.

Por essa razão, a inovação em defesa depende, em larga medida, da capacidade estatal. Cabe ao Estado definir prioridades, orientar investimentos e assegurar continuidade a programas tecnológicos que, muitas vezes, não encontrariam viabilidade imediata fora de um marco estratégico mais amplo. Em termos práticos, isso significa que a política de defesa não pode ser dissociada da política de Ciência, Tecnologia e Inovação. Quando essa articulação não existe, o resultado tende a ser a fragmentação de esforços, a dependência tecnológica e a dificuldade de converter pesquisa em capacidade efetiva.

No caso da defesa, essa capacidade de coordenação é ainda mais importante porque o valor estratégico da inovação não está apenas na invenção de novas tecnologias, mas na possibilidade de incorporá-las a sistemas, doutrinas e estruturas de força. A inovação só adquire significado estratégico quando consegue transitar da esfera do conhecimento para a esfera da capacidade. É precisamente nesse ponto que a Base Industrial de Defesa se torna decisiva: ela representa o espaço institucional e produtivo no qual o esforço científico e tecnológico pode ser transformado em meios concretos de emprego militar, reduzindo vulnerabilidades externas e ampliando a autonomia decisória do Estado. Por isso, compreender o papel contemporâneo da CT&I exige examinar como essa relação se materializa na estrutura da Base Industrial de Defesa.

 

4. Base Industrial de Defesa como instrumento estratégico

Se a inovação tecnológica constitui um elemento central da competição estratégica contemporânea, sua materialização no campo da defesa depende da existência de estruturas institucionais capazes de transformar conhecimento científico em capacidades militares efetivas. Nesse processo, a Base Industrial de Defesa (BID) ocupa posição central ao funcionar como interface entre o sistema nacional de inovação, as necessidades operacionais das Forças Armadas e os objetivos estratégicos do Estado.

A BID pode ser compreendida como o conjunto de empresas, organizações e instituições que participam do desenvolvimento, produção, manutenção e modernização de sistemas e equipamentos militares. Entretanto, sua relevância estratégica vai além da dimensão produtiva. Ao concentrar capacidades tecnológicas e industriais em áreas sensíveis à segurança nacional, a Base Industrial de Defesa constitui um instrumento por meio do qual o Estado preserva autonomia decisória, reduz dependências externas e sustenta a capacidade de inovação em setores críticos (SILVA FILHO, 2019).

Essa função estratégica torna-se particularmente evidente em áreas tecnológicas caracterizadas por alto grau de complexidade e sensibilidade, como sistemas de armas, sensores avançados, comunicações militares, cibernética e sistemas autônomos. Nessas áreas, a dependência tecnológica pode gerar vulnerabilidades relevantes, limitando a liberdade de ação do Estado em situações de crise ou conflito. Nesse sentido, o fortalecimento da BID representa não apenas uma política industrial, mas uma dimensão essencial da política de defesa.

A experiência brasileira ilustra concretamente essa dinâmica. Programas como o veículo blindado de rodas Guarani, desenvolvido em parceria entre o Exército Brasileiro e a indústria nacional, e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) demonstram como a articulação entre demanda militar, capacidade industrial e investimento em pesquisa aplicada pode gerar soluções tecnológicas com alto grau de nacionalização. Esses programas evidenciam que a BID não se limita à substituição de importações: ela constitui um ambiente de aprendizado tecnológico acumulativo, no qual competências industriais e científicas se desenvolvem de forma integrada às necessidades operacionais das Forças Armadas, gerando efeitos que extrapolam o produto final e se difundem pelo sistema nacional de inovação (ANDRADE et al, 2016).

No caso brasileiro, o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa tem sido reconhecido como componente relevante da Estratégia Nacional de Defesa e como vetor de fortalecimento da autonomia tecnológica. Além de contribuir para a geração de capacidades militares, a BID também pode produzir efeitos positivos sobre o desenvolvimento científico e tecnológico mais amplo, na medida em que estimula a formação de competências industriais, o avanço da pesquisa aplicada e a difusão de tecnologias de uso dual (AMARANTE, 2012).

 

5. Inovação tecnológica e capacidades militares emergentes

O avanço de tecnologias emergentes — sistemas autônomos, inteligência artificial, robótica e sensoriamento avançado — amplia as possibilidades de inovação militar e reforça o papel da Base Industrial de Defesa como ambiente de geração e incorporação de novas capacidades. Mais do que produzir novos equipamentos, esse movimento implica a integração de sistemas, a automação de processos e novas formas de apoio à decisão, tornando a capacidade de coletar, processar e explorar a informação um fator central na condução das operações militares.

A incorporação dessas tecnologias às Forças Armadas depende, em grande medida, da capacidade de articulação entre instituições militares, centros de pesquisa e setor industrial. A inovação em defesa raramente ocorre de forma isolada; ela resulta da interação entre diferentes áreas do conhecimento e da capacidade de integrar avanços científicos às necessidades operacionais concretas. É nesse processo que a Base Industrial de Defesa desempenha papel decisivo, ao fornecer o ambiente produtivo e tecnológico necessário para o desenvolvimento e a aplicação dessas soluções.

Os UGVs podem desempenhar diversas funções no contexto militar, como o reconhecimento, a vigilância, o apoio logístico, a neutralização de artefatos explosivos e as operações em ambientes de alto risco. Ao reduzir a exposição direta de militares a situações perigosas e ampliar a capacidade de coleta de informações no campo de batalha, esses sistemas contribuem para aumentar a eficiência e a segurança das operações. Ao mesmo tempo, seu desenvolvimento evidencia a crescente convergência entre tecnologias digitais e capacidades militares (SCHARRE, 2018).

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia, iniciado em 2022, tem fornecido evidências empíricas relevantes sobre o emprego operacional de UGVs e seus condicionantes institucionais. Os equipamentos utilizados ilustram tanto o potencial quanto as limitações atuais dessas plataformas: desempenho promissor em tarefas de reconhecimento e apoio logístico em ambiente urbano, mas vulnerabilidades significativas em conectividade, autonomia de decisão e robustez operacional em condições adversas. Mais do que avaliar o desempenho dos sistemas em si, o que esse conflito evidencia é que a capacidade de desenvolver, adaptar e evoluir UGVs em ciclos curtos depende diretamente da existência de uma base tecnológica e industrial nacional — exatamente o argumento central deste artigo. Estados que dependem de fornecedores externos não apenas pagam mais: perdem a capacidade de ajustar rapidamente os sistemas às lições aprendidas no ambiente operacional real (ANDRADE et al, 2016).

Mais importante do que a tecnologia em si, entretanto, é o processo institucional que permite sua incorporação às estruturas militares. O desenvolvimento e a utilização de sistemas como os UGVs dependem da existência de capacidades científicas, tecnológicas e industriais capazes de sustentar sua produção, adaptação e evolução ao longo do tempo. Esses sistemas ilustram como a articulação entre ciência, tecnologia e Base Industrial de Defesa pode contribuir para a geração de novas capacidades militares e para o fortalecimento da autonomia estratégica dos Estados.

 

6. Implicações estratégicas ao planejamento em Defesa

Para países como o Brasil, a articulação entre CT&I, Base Industrial de Defesa e planejamento estratégico não é apenas uma orientação doutrinária genérica e sim uma necessidade operacional concreta. A Estratégia Nacional de Defesa reconhece essa interdependência ao vincular o fortalecimento da BID ao desenvolvimento de capacidades militares autônomas e à redução da dependência tecnológica externa. Nesse quadro, o Planejamento Baseado em Capacidades oferece o instrumental metodológico para traduzir essa orientação em decisões de investimento: ao estruturar o desenvolvimento de forças a partir de lacunas de capacidade identificadas, e não apenas da reposição de meios existentes, ele cria as condições para que a inovação tecnológica seja incorporada de forma sistemática ao ciclo de modernização das Forças Armadas (MIGON et SILVA, 2023).

A emergência de tecnologias como sistemas autônomos, inteligência artificial e robótica intensifica esse imperativo. O desenvolvimento de sistemas terrestres não tripulados, em particular, exemplifica como a convergência tecnológica exige respostas institucionais coordenadas: sem cadeia industrial nacional capaz de produzir, adaptar e evoluir esses sistemas, a dependência de fornecedores externos tende a reproduzir, no campo das tecnologias emergentes, as mesmas vulnerabilidades que a BID foi concebida para superar. Compreender essa dinâmica e traduzi-la em políticas que integrem ciência, indústria e defesa em torno de objetivos estratégicos de longo prazo constitui, portanto, um dos desafios centrais para o planejamento de defesa brasileiro nas próximas décadas e uma agenda de pesquisa ainda em aberto.

 

7. Considerações finais

Em um ambiente estratégico marcado pela intensificação da competição tecnológica, a capacidade de produzir, absorver e aplicar conhecimento científico tornou-se componente central do poder estatal. Nesse quadro, a Base Industrial de Defesa emerge como o elo institucional que transforma esforço científico em capacidade militar efetiva, reduzindo dependências externas, ampliando a autonomia tecnológica e sustentando o desenvolvimento de forças adaptadas às necessidades específicas do Estado.

Ao longo deste artigo, buscou-se analisar a relação entre ciência, tecnologia e inovação e a geração de capacidades militares, destacando o papel da Base Industrial de Defesa como mecanismo institucional capaz de transformar conhecimento científico em meios concretos de emprego militar. Argumentou-se que a inovação em defesa não se limita ao desenvolvimento de novos equipamentos ou sistemas de armas, mas depende da existência de estruturas institucionais que articulem pesquisa científica, capacidade industrial e planejamento estratégico em torno de objetivos de longo prazo.

A análise do desenvolvimento de sistemas terrestres não tripulados ilustra como avanços em áreas como robótica, inteligência artificial e sensoriamento podem gerar novas possibilidades de emprego militar. Mais do que uma inovação tecnológica isolada, esses sistemas representam um exemplo da crescente integração entre diferentes campos do conhecimento e da importância de ambientes institucionais capazes de sustentar esse processo de inovação.

Avanços futuros nessa agenda de pesquisa devem aprofundar a análise empírica dos mecanismos de coordenação entre Estado, academia e indústria de defesa, no caso brasileiro, avaliando o estágio de maturidade tecnológica dos programas nacionais em curso e examinando em que medida o Planejamento Baseado em Capacidades tem efetivamente orientado decisões de investimento em CTI. Essas são perguntas abertas cuja resposta condiciona, em larga medida, a capacidade do Brasil de transformar esforço científico em autonomia estratégica real.

 

Referências

 

AMARANTE, José Carlos Albano do. A base industrial de defesa brasileira. Brasília,DF: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 2012.

 

ANDRADE, Israel de Oliveira; LEITE, Alixandro Werneck; MIGON, Eduardo Xavier Ferreira. Plataforma terrestre militar. In: Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (org.). Mapeamento da base industrial de defesa. Brasília,DF: ABDI:IPEA, 2016. cap. 5, p. 335-398.

 

BIDDLE, Stephen. Military power: explaining victory and defeat in modern battle. Princeton: Princeton University Press, 2004.

 

ETZKOWITZ, Henry. The triple helix: university–industry–government innovation in action. New York: Routledge, 2008.

 

MIGON, Eduardo Xavier Ferreira Glaser; SILVA, Marco Aurélio Vasques. A utilização de cenários para a consolidação de uma política de defesa. Coleção Meira Mattos: Revista das Ciências Militares, Rio de Janeiro, v. 17, n. 58, p. 25-39, jan/abr. 2023.

 

RASKA, Michael. Military innovation in small states: creating a reverse asymmetry. London: Routledge, 2016.

 

SCHARRE, Paul. Army of none: autonomous weapons and the future of war. New York: W. W. Norton & Company, 2018.

 

SILVA FILHO, Edison Benedito da. Base industrial de defesafont-weight: bold;">: relações entre Estado, mercado e desenvolvimento tecnológico. Brasília,DF: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 2019.

 

SILVA, Luiz Maurício de Andrade da; MIGON, Eduardo Xavier Ferreira Glaser; NUNES, Rubens; PAGGIARO, Fábio Sahm. Inovação e tomada de decisão em defesa: considerações introdutórias ao planejamento baseado em capacidades. Revista de Relaciones Internacionales, Estrategia y Seguridad, Bogotá, v. 14, n. 1, p. 189-203, 2019.

 

 

 

Rio de Janeiro - RJ, 06 de maio de 2026.


Como citar este documento:

ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME). OBSERVATÓRIO MILITAR DA PRAIA VERMELHA (OMPV). Ciência, Tecnologia e Inovação na defesa: base industrial de defesa, autonomia estratégica e a geração de capacidades militares. Rio de Janeiro, 2026. Disponível em: http://ompv.eceme.eb.mil.br/areas-tematicas/ct-i-para-defesa-desenvolvimento-e-seguranca-nacional/artigos/ciencia-tecnologia-e-inovacao-na-defesa-base-industrial-de-defesa-autonomia-estrategica-e-a-geracao-de-capacidades-militares.