Eduardo Xavier Ferreira Glaser Migon
Coronel Veterano do Exército Brasileiro.
Doutor em Ciências Militares (ECEME). Doutor em Administração (EBAPE/FGV).
Coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos do Comando Militar do Sudeste (NEE/CMSE).
Docente do Programa de Pós-graduação em Ciências Militares (ECEME).
Realiza estágio de Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Engenharia Nuclear (IME).
1. Introdução
O cenário geopolítico contemporâneo experimenta uma reconfiguração acelerada dos fundamentos da Arte da Guerra, impulsionada por tecnologias disruptivas que remodelam profundamente o combate. Os conflitos na Ucrânia e em Gaza funcionam como laboratórios em tempo real, evidenciando a emergência de paradigmas operacionais que transcendem o domínio cinético tradicional. A guerra moderna integra dimensões cibernéticas, informacionais, cognitivas e autônomas como elementos centrais da confrontação, criando um ambiente de combate mais fluido, multidimensional e caracterizado pela velocidade exponencial da evolução tecnológica.
O emprego massivo de sistemas não tripulados, a automação de processos de comando e controle, a aplicação de inteligência artificial para vigilância e identificação de alvos e a intensificação de operações de influência sinalizam uma inflexão histórica na concepção estratégica da guerra. Essa transformação exige das forças armadas contemporâneas uma revisão fundamental de doutrinas, capacidades e conceitos operacionais. Para o Exército Brasileiro, compreender essa dinâmica torna-se um imperativo estratégico, orientando a modernização da Força Terrestre e fortalecendo sua capacidade de dissuasão em um ambiente volátil e competitivo.
O presente estudo analisa esse processo por meio de três dimensões interconectadas: a natureza da transformação tecnológica e sua influência na Arte da Guerra, as evidências empíricas dos conflitos recentes e seus efeitos táticos e estratégicos, e as implicações da corrida tecnológica global para potências médias. As recomendações propostas dialogam com os esforços de modernização em curso, em particular o projeto "Estudo do impacto da Inteligência Artificial e das Tecnologias Quânticas no Preparo e Emprego da Força Terrestre", conduzido pelo Instituto Militar de Engenharia, sob fomento do programa Pró-Pesquisa/DECEx 2024.
2. Inovação Disruptiva e Transformação da Arte da Guerra
A Arte da Guerra evolui em ciclos históricos influenciados por fatores políticos, sociais, econômicos e, crucialmente, tecnológicos. Inovações como a pólvora, o motor a combustão, o radar, a aviação e a computação eletrônica transformaram radicalmente os métodos de combate. Atualmente, uma nova geração de tecnologias de uso dual acelera essa transformação, desafiando modelos clássicos de poder militar. O conceito de tecnologias disruptivas refere-se às inovações que, integradas ao ambiente militar, não apenas aprimoram sistemas existentes, mas redefinem funções, capacidades e modos de emprego das forças armadas. Entre essas tecnologias destacam-se a inteligência artificial, a robótica avançada, os sistemas autônomos, as tecnologias quânticas (computação quântica, comunicações quânticas, entre outras), a biotecnologia, a nanotecnologia, os sensores hiperespectrais, as armas de energia dirigida e a guerra cibernética de nova geração.
A convergência tecnológica contemporânea avança exponencialmente, impulsionada por dinâmicas de inovação descentralizadas nas quais startups, universidades e o setor privado assumem papéis crescentes no ecossistema de defesa. Esse fenômeno exige adaptação institucional ágil, capaz de absorver e operacionalizar novas capacidades em ciclos cada vez mais curtos. O desenvolvimento tecnológico militar já não se concentra exclusivamente em centros estatais, mas distribui-se por meio de redes de inovação que conectam academia, indústria e forças armadas. Para o Exército Brasileiro, essa realidade demanda estratégias de inserção no ecossistema de inovação dual-use, estabelecendo parcerias estratégicas e desenvolvendo capacidades internas de absorção tecnológica. A compreensão desse cenário é fundamental para orientar a modernização da Força Terrestre e fortalecer sua capacidade de adaptação em um ambiente estratégico dinâmico.
3. Lições dos Conflitos Contemporâneos: Inovação Tecnológica em Gaza e Ucrânia
3.1 Revolução dos Sistemas Não Tripulados
A guerra na Ucrânia consolidou definitivamente o drone como protagonista do campo de batalha moderno. O emprego maciço de drones FPV (First Person View) pelas forças ucranianas revolucionou o combate terrestre, transformando cada posição em alvo potencial de ataque de precisão de baixo custo. Esses sistemas, equipados com explosivos improvisados, demonstraram extrema eficácia em missões contra blindados, posições fortificadas e colunas logísticas. As loitering munitions, como Switchblade e Lancet, ampliam a capacidade de interdição com crescente autonomia, combinando características de drone e míssil. A integração de enxames de drones com sensores em tempo real e coordenação de fogos transforma profundamente a dinâmica tático-operacional. Em Gaza, o Hamas adaptou capacidades de drones táticos ao ambiente urbano denso, respondendo à superioridade tecnológica israelense com soluções assimétricas e emprego distribuído.
Para o Exército Brasileiro, essas experiências sublinham a urgência de desenvolver doutrina específica para emprego de drones nos níveis tático e operacional, incluindo contramedidas e capacidades autônomas integradas desde os Grandes Comandos até os níveis de Companhia e Pelotão. A democratização da tecnologia de drones exige repensar os conceitos tradicionais de superioridade aérea e proteção de forças, demandando investimentos em sistemas de defesa multicamadas e guerra eletrônica adaptativa. A lição estratégica principal reside na necessidade de equilibrar capacidades ofensivas e defensivas neste domínio, priorizando soluções tecnológicas nacionais que garantam autonomia operacional e reduzam dependência externa.
3.2 Inteligência Artificial e Aceleração do Ciclo Decisório
A aplicação de inteligência artificial no ciclo ISR (Intelligence, Surveillance, Reconnaissance) representa uma das transformações mais significativas observadas nos conflitos contemporâneos. Plataformas como Delta e GIS Arta, empregadas pelas forças ucranianas, integram dados de múltiplas fontes em tempo real, proporcionando consciência situacional altamente atualizada. Algoritmos de IA são utilizados para priorização de alvos, otimização de trajetórias e redução dramática do tempo entre detecção e engajamento. Essa integração homem-máquina cria um ciclo OODA (Observe, Orient, Decide, Act) extremamente acelerado, conferindo vantagem decisiva na guerra de atrito e de manobra. A Rússia desenvolve sistemas similares, embora com menor transparência quanto ao emprego de IA na designação automática de alvos (targeting automatizado). Em Gaza, relatórios indicam o uso israelense de sistemas baseados em IA para classificação e priorização de alvos em operações urbanas complexas.
O impacto estratégico da IA reside em sua capacidade de amplificar o poder de decisão, acelerar os ritmos operacionais e permitir as ações multidomínio simultâneas. Para as forças terrestres, isso exige revisão fundamental de processos de comando e controle, capacitação intensiva de operadores e criação de arcabouços éticos e jurídicos para o emprego de IA em combate. O Exército Brasileiro deve priorizar o desenvolvimento de capacidades próprias em IA aplicada à defesa, estabelecendo parcerias com universidades e centros de pesquisa nacionais para garantir a soberania tecnológica e a adequação às especificidades do ambiente operacional brasileiro.
3.3 Guerra Cibernética e Operações Multidomínio
Os conflitos contemporâneos demonstram que a guerra cibernética se tornou um componente essencial do campo de batalha moderno. Na Ucrânia, ataques cibernéticos precederam e acompanharam operações cinéticas, visando paralisar comunicações militares, sistemas logísticos e infraestruturas críticas. A Ucrânia articulou um ecossistema cibernético descentralizado, envolvendo hackers voluntários, empresas de tecnologia e apoio ocidental, permitindo não apenas defesa de redes críticas, mas também ofensivas coordenadas contra alvos russos. Esta "mobilização digital" criou efeitos psicológicos e de influência que transcendem o domínio puramente técnico. Em Gaza, a guerra cibernética manifesta-se por meio de campanhas de desinformação, ataques a sistemas de comando e controle e sabotagem de infraestruturas civis, demonstrando a centralidade das operações cibernéticas em conflitos assimétricos.
Para o Exército Brasileiro, a lição principal enfatiza a centralidade da resiliência cibernética como fator de prontidão operacional. Isso implica fortalecimento de redes militares críticas, desenvolvimento de capacidades próprias de ciberdefesa e preparação de quadros especializados em “operações cibernéticas”. A integração da dimensão cibernética ao planejamento operacional convencional torna-se imperativa, exigindo adaptação doutrinária e organizacional que permita operações multidomínio eficazes. O desenvolvimento de uma estratégia nacional de ciberdefesa militar, integrada às capacidades civis correspondentes, representa uma prioridade estratégica fundamental.
3.4 Guerra Cognitiva e Controle da Narrativa
A guerra contemporânea é travada simultaneamente pelo controle territorial e pela moldagem da percepção. A Ucrânia demonstrou habilidade singular em construir narrativa internacional favorável, mobilizando plataformas digitais e campanhas de engajamento que garantiram apoio político e material crucial. A Rússia, por sua vez, emprega redes de desinformação, bots automatizados e narrativas alternativas para fragmentar a coesão adversária e explorar divisões políticas internas. Em Gaza, o conflito informacional desenvolve-se em tempo real, com vídeos, relatos e campanhas lançadas simultaneamente aos eventos no terreno. O uso de IA generativa na criação de deepfakes e textos persuasivos automatizados amplifica exponencialmente a complexidade da guerra informacional.
A manipulação da memória coletiva, a saturação de canais comunicacionais e a exploração de vieses cognitivos tornam-se recursos centrais na guerra moderna. Para as forças armadas, isso exige a integração da dimensão cognitiva ao planejamento operacional, compreendendo que o combate moderno requer esforço sinérgico em multipos domínios, a exemplo do informacional, do tecnológico, do físico, etc. O Exército Brasileiro deve desenvolver capacidades próprias de operações de influência, contrainformação e proteção cognitiva, adaptadas ao ambiente digital e às especificidades culturais nacionais. A formação de quadros especializados em guerra cognitiva e o desenvolvimento de doutrinas específicas representam algumas das necessidades urgentes para preservar a coesão moral das tropas e da população em contextos de conflito híbrido.
4. Corrida Tecnológica Global e Implicações para Potências Médias
A corrida tecnológica militar contemporânea é protagonizada por investimentos estratégicos massivos das grandes potências em tecnologias disruptivas. Os Estados Unidos, a China, a Rússia e as nações da OTAN competem intensamente por vantagens decisivas em cenários futuros, estabelecendo a IA como epicentro dessa competição. Os EUA, por meio do Joint Artificial Intelligence Center e parcerias com o setor privado, buscam acelerar a integração de IA em todas as dimensões da guerra. A China adota uma estratégia de "fusão civil-militar", direcionando investimentos massivos em IA para a vigilância, a guerra informacional e os sistemas autônomos. A OTAN, por intermédio da Iniciativa denominada DIANA, foca na IA ética e interoperável entre seus membros.
Os sistemas autônomos representam outro vetor prioritário, com os EUA liderando o desenvolvimento de drones colaborativos e conceitos como Mosaic Warfare. A China avança rapidamente em enxames de drones e robótica terrestre, demonstrando capacidades autônomas em ambientes urbanos complexos. As Armas de Energia Dirigida emergem como soluções promissoras para a defesa contra ameaças aéreas, com sistemas como o HELIOS demonstrando potencial para engajamento de múltiplos alvos com precisão e baixo custo operacional. A computação quântica, embora incipiente, possui implicações profundas para a segurança das comunicações e das capacidades criptográficas.
Para potências médias como o Brasil, essa dinâmica impõe escolhas estratégicas pragmáticas. É inviável competir em todos os domínios tecnológicos, mas emergem oportunidades em áreas específicas, nas quais os investimentos direcionados podem gerar retornos significativos. Essas áreas incluem a ciberdefesa, a integração de IA em processos de comando e controle, os drones de pequeno porte com IA embarcada, a simulação e o treinamento virtual, a guerra eletrônica defensiva e a construção de ecossistemas dual-use robustos. A capacidade de fazer escolhas estratégicas conscientes, fundamentadas em prospectiva tecnológica realista, será crucial para manter relevância militar no século XXI.
5. Implicações Estratégicas para o Exército Brasileiro
5.1 Sugestões para a Adaptação Tecnológica
Estima-se que o Exército Brasileiro deva adotar diretrizes estratégicas que favoreçam a adaptação ágil ao novo ambiente operacional. No curto prazo, impõe-se o fortalecimento das capacidades de ciberdefesa, de guerra eletrônica e de emprego tático de sistemas não tripulados. Essas dimensões representam vetores críticos de prontidão para ambientes contestados, nos quais a superioridade tecnológica adversária pode comprometer as comunicações, a logística e a sobrevivência das forças. A prioridade imediata passa, dentre outros possíveis itens de interesse, pela proteção de redes críticas, por capacidade de operar em espectros eletromagnéticos negados e pela integração de drones para reconhecimento e ataque em níveis táticos.
Sugere-se que a inserção no ecossistema de inovação no modelo dual-use deva ser acelerada, integrando os esforços do Exército Brasileiro às iniciativas em desenvolvimento nas universidades, às startups e às empresas de defesa, em especial em projetos voltados à IA aplicada, à robótica terrestre, aos sensores de baixo custo e a simulação avançada. A criação de ambientes de experimentação doutrinária permite desenvolver protótipos, validar conceitos operacionais e ajustar estruturas organizacionais de forma iterativa. Em médio prazo, núcleos de excelência tecnológica em IA para comando e controle, drones inteligentes e reconhecimento automatizado podem gerar efeitos multiplicadores significativos, elevando o patamar operacional da Força.
5.2 Transformações Doutrinária e Organizacional
As transformações tecnológicas impactam diretamente os fundamentos doutrinários da guerra terrestre, exigindo revisão profunda dos conceitos operacionais. A emergência da guerra cognitiva, a robotização do combate e a autonomia decisória baseada em IA desloca o foco da superioridade cinética para a superioridade informacional e de decisão. Os sistemas de comando e controle devem operar em ambientes hostis, com alta capacidade de redundância, autonomia local e integração fluida entre humanos e máquinas. Isso requer desenvolvimento de redes táticas resilientes, protocolos de decisão distribuída e sistemas de apoio baseados em análise de dados massivos.
Dentre outras, algumas capacidades centrais a serem priorizadas incluem drones táticos com IA embarcada, plataformas de guerra eletrônica móveis, simulação de combate de baixo custo, análise de big data para apoio à decisão, capacidade cibernética ofensiva e defensiva, em especial associada à proteção de infraestruturas críticas. A formação do combatente do futuro deve transcender habilidades tradicionais, incorporando competências digitais, adaptabilidade aos ambientes híbridos e domínio de ferramentas tecnológicas embarcadas. Os centros de instrução precisam incorporar cenários que simulem a guerra cibernética, a desinformação, o swarming de drones e a ruptura logística.
5.3 Visão Prospectiva do Exército do Futuro
A evolução da guerra moderna aponta para um Exército intrinsecamente leve, distribuído, conectado e adaptável. Essa visão exige transformação conceitual profunda, substituindo o paradigma centrado em plataformas por lógica operacional centrada em redes, dados e efeitos. O Exército Brasileiro deve priorizar doutrina orientada por tecnologia, incorporando capacidades emergentes desde o estágio conceitual até o planejamento operacional. Isso implica desenvolver capacidades de dissuasão cognitiva, mobilidade tática assistida por IA, interoperabilidade digital com forças conjuntas e recursos de guerra informacional de precisão.
A capacidade expedicionária convém ser pensada em múltiplos domínios, com ênfase nos espaços terrestre e cibernético. O desafio que surge consiste em integrar as capacidades requeridas com base em modularidade, resiliência e inteligência distribuída. Pequenas frações dotadas de sensores avançados, drones, comunicações seguras e apoio remoto poderão operar autonomamente em ambientes saturados, ampliando o alcance e a letalidade da Força. O combate futuro será conduzido, em percentual importante, por sistemas híbridos homem-máquina e com predominância de decisão descentralizada, orientada por algoritmos. A inovação adaptativa deve tornar-se um valor institucional, permeando todas as camadas organizacionais e fomentando experimentação contínua, aprendizado rápido e incorporação ágil de novas tecnologias.
6. Considerações Finais
A análise dos conflitos contemporâneos na Ucrânia e em Gaza revela uma reconfiguração profunda da Arte da Guerra, impulsionada por tecnologias disruptivas que transcendem o domínio cinético tradicional. A emergência de novos paradigmas operacionais, integrados por inteligência artificial, sistemas autônomos, guerra cibernética e operações cognitivas, exige adaptação contínua das forças armadas. A corrida tecnológica global, protagonizada por potências centrais, como EUA, China, Rússia, e potências médias, como alguns países integrantes da OTAN, demonstra a centralidade da inovação para superioridade militar não apenas no domínio físico, mas também nos domínios informacional e cognitivo.
Para o Exército Brasileiro, este cenário impõe escolhas estratégicas conscientes, priorizando investimentos em núcleos críticos e disruptivos, como ciberdefesa, IA aplicada, drones táticos, simulação avançada e guerra eletrônica. A construção de ecossistemas de inovação dual-use e a capacitação de capital humano qualificado são imperativos para mitigar assimetrias tecnológicas e preservar capacidades de dissuasão. A transformação em uma força leve, distribuída e conectada, com doutrina orientada por tecnologia e cultura de inovação adaptativa, será crucial para manter a relevância estratégica no século XXI.
A evolução dos conflitos contemporâneos, bem como a revolução científico-tecnológica em curso nos centros de referência internacional, recomenda reflexão atenta quanto às indicações estratégicas associadas ao preparo da Força Terrestre, em suas três dimensões de prontidão: operacional, logística e científico-tecnológica. A guerra, mantendo a sua natureza, conforme já descrito há mais de 200 anos por Clausewitz, vem, todavia, alterando as suas características, o que traz desafios importantes aos líderes e planejadores, para visualizar e enfrentar um ambiente de segurança em constante evolução, garantindo a defesa e a soberania nacionais. O sucesso dessa transformação depende da capacidade institucional de abraçar mudanças, investir em inovação e manter-se na vanguarda da evolução tecnológica militar, sempre fundamentado em uma compreensão realista das possibilidades e limitações nacionais.
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Rio de Janeiro - RJ, 10 de setembro 2025.
Como citar este documento:
ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME). OBSERVATÓRIO MILITAR DA PRAIA VERMELHA (OMPV). Tecnologias disruptivas e a transformação da arte da guerra: implicações estratégicas para o Exército Brasileiro. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://ompv.eceme.eb.mil.br/ct-i-para-defesa-desenvolvimento-e-seguranca-nacional/base-industrial-de-defesa-e-seguranca/791-tecnologias-disruptivas-e-a-transformacao-da-arte-da-guerra-implicacoes-estrategicas-para-o-exercito-brasileiro.
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