Israel Alves de Souza Júnior
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, Doutorando do Programa de Pós-Graduação
em Ciências Militares com ênfase em Defesa, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
1. Introdução
A logística já era um tema considerado por Clausewitz em sua obra “Da Guerra”, escrita e originalmente publicada no século XIX. O general prussiano observou que a capacidade de um exército dependia substancialmente de seu reabastecimento de suprimentos, combustíveis, munição e recursos humanos, e o posterior transporte às áreas de combate (Clausewitz, 2023). Além das manobras e operações de guerra, a logística também tem uma forte influência sobre as operações de paz.
O estabelecimento de operações dessa natureza constitui um dos principais mecanismos da Organização das Nações Unidas para mitigar a violência e coibir violações aos direitos humanos, sempre com base nos pressupostos de sua Carta fundadora. De acordo com a United Nations (2004), a luta pela paz é uma atividade constante, de longo prazo e de enormes desafios, dentre os quais se pode destacar a questão orçamentária. Ao longo dos anos, a organização evoluiu muito na tentativa de acompanhar um mundo em constante mudança, o que, também, coloca a paz e a segurança internacionais diante de desafios logísticos.
Todavia, estabelecer e manter operações de paz tem um alto custo, demandando, assim, aportes financeiros dos países contribuintes, os chamados TCCs . Em certa medida, por razões monetárias domésticas, nem todos os países têm condições de realizar tal contribuição. No que tange à capacidade logística de um determinado Estado-membro, a situação também não é diferente, uma vez que depende de recursos, aprovação de orçamento, dentre outros; ou seja, de uma economia estruturada.
Assim, o presente artigo tem como tema central destacar a importância da logística para as operações militares, com foco na observância de uma relação dialógica da logística com as operações de paz da ONU. A partir desse recorte, pretende-se mostrar como as operações de paz, enquanto instrumentos de projeção nacional, se articulam com a logística, a estratégia e a estrutura dos países membros e anfitriões. As metodologias utilizadas para a execução deste estudo foram a análise documental e a revisão bibliográfica.
A justificativa para esta pesquisa se apoia na crescente necessidade de compreender a logística como base para a realização das mais diversas operações, incluindo as operações de paz da ONU. De acordo com Migon e Ferreira (2017, p. 47), “a logística acompanha os conflitos armados desde a Antiguidade até a atualidade”. Sua relevância foi percebida e valorizada muito antes de haver um tratamento sistemático do tema; há séculos, já se entendia que a condução das campanhas dependia diretamente da capacidade de organizar e sustentar meios, deslocamentos e suprimentos, sendo, destacadamente, um tema relevante para os Estudos da Paz e da Guerra, bem como para as Ciências Militares.
2. Dialogismo nas operações de paz, logística, estratégia e estrutura
Por dialogismo, nesta investigação, compreende-se, a partir de uma visão bakhtiniana, como todo e qualquer fenômeno próprio do discurso. São todos os caminhos percorridos até que se chegue ao objeto desejado, indo em todas as direções possíveis e encontrando-se com o discurso de outros, realizando uma interação viva e intensa (Bakhtin, 1988). É nesse caminho de interações abundantes e complexas que esta pesquisa está baseada, tomando por base as interações entre agentes logísticos, governamentais, Estados, instituições, conceitos, procedimentos, dentre outros.
Fiorin (2022) nos explica que toda e qualquer enunciação se constitui a partir de outras, podendo ser ouvidas, pelo menos, duas vozes; ou seja, as interações entre a logística, as operações de paz, a estratégia e a estrutura reverberam entre si e moldam novas ações, procedimentos e resultados.
Apoiados, então, nesses fundamentos das relações dialógicas bakhtinianas, como as operações de paz, enquanto instrumentos de projeção nacional, se articulam com a logística, a estratégia e a estrutura? Aguilar (2005) nos explica que a conjuntura internacional contemporânea atribui aos países a necessidade de um relacionamento multilateral aproximado em diversas áreas. Sendo, portanto, esse esforço comum primordial para manter a estabilidade em áreas de potencial conflito. A política externa brasileira vem buscando, outrossim, formas para uma maior inserção do país no sistema internacional, sendo um dos vários mecanismos utilizados a participação brasileira em operações de paz da ONU.
O Brasil, membro fundador da ONU, tem envidado esforços para promover a paz e a segurança internacionais (Andrade; Hamann; Soares, 2019). Dias e Duarte (2022, p. 193) observam que o país mantém longa tradição nesse campo, sendo o único Estado da América do Sul a participar das duas Grandes Guerras. Em um cenário de transformações e variações nas dinâmicas de poder, o Brasil e outros países do Cone Sul passaram a atuar de forma mais propositiva no debate sobre como e quando a comunidade internacional deve intervir na proteção dos direitos humanos (Abdenur, 2017; Hunt, 2016; Job, 2016; Stefan, 2016 apud Dias; Duarte, 2022, p. 193), premissa associada ao estabelecimento das operações de paz da ONU. Essa orientação também reforça a necessidade de pensar a logística das operações de paz à luz da natureza socioistórica brasileira, de privilegiar a paz e defender o diálogo e a negociação como meios de solução de controvérsias entre Estados (PND; END, 2024).
A participação brasileira em operações de paz sob a égide de organismos internacionais é, igualmente, prevista como elemento integrante do Objetivo Nacional de Defesa (OND) VII, da Estratégia Nacional de Defesa, que visa fomentar a contribuição do Brasil para a estabilização regional e a promoção da paz e da segurança internacionais (PND; END, 2024).
A Estratégia de Defesa (ED) 17, da Estratégia Nacional de Defesa, trata da atuação brasileira em organismos internacionais e afirma que o Brasil deve: participar ativamente nos foros e organizações internacionais e incentivar a presença das Forças Armadas e de contingentes policiais em missões humanitárias e de operações de paz sob o mandato de organismos multilaterais, especialmente da ONU.
Por sua vez, as Ações Estratégicas de Defesa (AED) 69 e 70, componentes do OND VII, corroboram a ideia e afirmam que o Brasil precisa intensificar “a realização de operações internacionais e de iniciativas de cooperação em áreas de interesse de Defesa”, bem como “a atuação em foros multilaterais e em mecanismos inter-regionais”.
A partir da ED 17 e das AED 69 e 70, é possível observar que as operações de paz se tornam, em grande medida, instrumentos de projeção de poder nacional, mas que dependem de políticas e estratégias de Estado e, invariavelmente, da logística, para propiciar as condições necessárias para o desenvolvimento do país, a fim de que se possa evoluir para responder rapidamente às demandas em situações de paz ou de crise.
Segundo o manual de operações de paz (MD34-M-02), é preciso compreender que, em operações de paz:
[...] as forças participantes, ao invés de estarem direcionadas para ações de combate, estarão empenhadas em outro tipo de tarefa, para a qual se exige uma postura imparcial para o sucesso da missão, não reconhecendo as partes envolvidas como inimigas, mas sim como entidades interessadas na busca da paz. Entretanto, não pode ser descartada a hipótese de a situação vir a sofrer uma escalada, obrigando essa força a entrar em combate. Assim, o planejador da participação em uma operação de paz deve levar sempre em consideração os princípios orientadores das operações militares em uma situação de conflito (BRASIL, 2013, p. 20, grifo nosso)
A partir do trecho acima grifado, é possível inferir que, dentre os princípios das operações militares, está o planejamento logístico, que, portanto, pertence, também, ao escopo das operações de paz.
Keegan (2006) destaca que, se há um problema que afete a logística ou os suprimentos, a eficácia das operações militares é prejudicada, e igualmente a das operações de paz. Não há como dissociar o sucesso das operações militares, em tempos de paz ou de guerra, da capacidade logística das Forças Armadas de um país.
Trazendo para este diálogo o binômio “estratégia e estrutura”, de Owens (2015), podemos observar que a oferta das Forças Armadas brasileiras e seus meios, para participação nas operações de paz da ONU, é um exemplo de estratégia bottom-up, partindo de uma política e estratégia revisionistas para uma possível ocupação, pelo Brasil, de um assento no Conselho de Segurança da ONU. No entanto, não há como perseguir esse objetivo desconsiderando a relevância do sistema logístico. E, quando se pensa em logística, é mister pensar em liberação de recursos orçamentários para que se atinja o estado final desejado, que aqui se traduz na participação brasileira em operações de paz para a projeção do Brasil no cenário internacional. Esses recursos governamentais em apoio às operações de paz são geridos pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), por meio de uma Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
Como as operações de paz são executadas no exterior, fora dos limites do território nacional, a ONU compartilha as responsabilidades logísticas das operações com os países membros contribuintes. É uma maneira de incentivar a participação dos países, uma vez que é oferecido um processo de reembolso e de provimento de algumas classes de suprimento. Para tal, existe um Memorando de Entendimento que deve ser acordado e assinado pelo país contribuinte e pela ONU (BRASIL, 2013).
Uma peculiaridade das operações de paz reside no fato de que os países contribuintes com contingentes, por exemplo, são provenientes de diversas regiões do mundo, carregando consigo hábitos próprios e material diversificado, o que, em certa medida, pode gerar fricções, emperrando a execução de ações no terreno. Isso faz com que a ONU restrinja o apoio logístico aos aspectos comuns aos participantes (BRASIL, 2013), o que exige coordenação e esforços para viabilizar toda a logística necessária.
Nesse escopo, Stadler et al, (2015) explicam que, para toda essa cadeia logística funcionar adequadamente, a gestão de todas as unidades logísticas e de suprimento é imperativa. Essa gestão da cadeia de suprimentos nada mais é do que uma integração organizacional entre as estruturas dos países contribuintes de tropas e o país-sede da operação (anfitrião), coordenando diferentes aspectos como material, informação e fluxo financeiro, a fim de bem atender às demandas.
Dessa forma, para satisfazer todas as necessidades logísticas, a ONU elencou sete áreas prioritárias como funções logísticas, conforme o quadro a seguir.
Quadro 1. Funções.
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Funções Logísticas da ONU |
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Suprimento - Transporte – Manutenção – Comunicações - Apoio Aéreo – Engenharia - Saúde |
Fonte: O AUTOR, 2026.
No contexto das operações de paz, cresce em importância atender a princípios como a flexibilidade e a coordenação, uma vez que, em países nos quais as operações de paz estão em andamento, existe uma situação de crise que afeta não só a população, mas também os mercados internos produtores e abastecedores. Muitas vezes, fica inviável depender de instrumentos legais nos países anfitriões das operações, pois suas reservas ficam desabastecidas e as infraestruturas estão inadequadas ou arruinadas, demonstrando a incapacidade do país de resolver a situação.
A organização logística e a capacidade estatal estão muito próximas, havendo, inclusive, uma dificuldade em separar a esfera privada da pública. Obstáculos em uma esfera afetam diretamente a outra. O sistema logístico e toda sua cadeia de suprimentos, via de regra, encontram-se colapsados.
Há, outrossim, casos em que os países têm orçamento, mas não conseguem alocar seus recursos de forma apropriada para alavancar seu próprio sistema logístico. Se o sistema está bem estruturado e desenvolvido, ele poderá ser utilizado em prol da segurança e defesa do Estado, da sociedade ou mesmo para atender às demandas da comunidade internacional, por meio de uma consulta da ONU sobre as reais capacidades logísticas do Estado a serem empenhadas em operações de paz.
Levando-se em consideração o apoio logístico em operações de paz, Baig (2010) explica que as fontes de apoio podem ser diversas e advir dos países contribuintes/participantes, de organizações internacionais, de doadores, de empresas cadastradas e catalogadas no United Nations Global Marketplace, sistema de compras da ONU (setor privado) e do próprio país anfitrião, quando este ainda reúne condições.
Quadro 2. Fontes de apoio logístico em operações de paz.
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Apoio logístico |
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Países parrticipantes |
Organizações internacionais |
Doadores |
Empresas |
País Anfitrião |
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Tropas, material de transporte, engenharia |
Geradores, veículos, administração. |
Bens de capital, materiais diversos. |
Bens logísticos |
Estruturas existentes, instalações, aeroportos, portos. |
Fonte: O AUTOR, 2026.
Ao retomarmos, então, a ideia do binômio de Owens (2015), quando se fala de operações de paz, diante de uma variedade de cenários possíveis, definir uma estrutura logística de apoio com certa antecedência se torna uma atividade de alta complexidade [1] e dificuldade, impossibilitando, assim, uma definição estática dos elementos de uma cadeia logística e suas características; dado que, a cada nova operação de paz, haverá demandas específicas e próprias, requerendo, assim, planejamento e execução direcionados pelas demandas locais e situacionais (BRASIL, 2013). Fato é que “a logística de uma operação de paz assume características únicas, diretamente relacionadas ao ambiente no qual se desenvolve e aos atores que a operam”, de acordo com Ferreira e Migon (2017, p. 47-48).
Diante de tudo o que foi apresentado até este ponto, subentende-se que o sistema de apoio logístico das operações de paz deve ser minucioso e bem-organizado; no entanto, as fricções logísticas também se interpõem, gerando lições aprendidas para que se evitem as duplicações de esforços, bem como de recursos humanos. O mau uso das capacidades e especialidades afeta a missão como um todo. Uma dificuldade logística significativa que pode ser mencionada ocorre no apoio à saúde – por exemplo – pela falta de padronização e pela consequente incompatibilidade dos materiais médicos e outros artigos de consumo da saúde; pela desigualdade de métodos e protocolos de tratamentos; e pela inexistência de um sistema padronizado de aquisição e controle de suprimentos e contabilidade, dentre outros (BRASIL, 2013), dificultando, sobremaneira, a execução do processo. Nesse contexto, o Manual de Operações de Paz explica que:
“Um sistema logístico de apoio de saúde em missões de paz fica diretamente dependente dos recursos fornecidos pela missão, quando o contingente nacional não apresenta estrutura em todos os níveis. [...]. Atenção especial deverá ser dada ao suprimento de sangue e seus derivados, por se tratar de um assunto sensível e complexo, indo desde a larga disparidade de padrões entre as nações até os constrangimentos naturais relacionados a costumes e religiões.” (BRASIL, 2013, p. 48).
Para a logística, a soma das partes é muito maior do que a junção de todas elas. Essa assertiva está dialogicamente relacionada ao conceito logístico das operações de paz, cujo sistema complexo — formado, muitas vezes, por elementos e organizações oriundos de diversos países contribuintes/participantes, com variadas formações socioculturais e com diversas formas de fazer gestão — impacta, em grande medida, a tentativa de sistematização de toda a cadeia de suprimentos gerada a partir da decisão de criação e estabelecimento de uma operação de paz. Van Wassenhove (2006) apud Balcik (2010) explica que as diferenças entre as políticas geográficas, culturais e organizacionais podem gerar barreiras adicionais, atravancando a coordenação entre os elementos logísticos nas operações de paz. É um caldeirão socio-organizacional, socioistórico e socioeconômico, conforme nos explica Balcik (2010, p. 22): as organizações de apoio emergencial, o governo do país anfitrião, o componente militar, as organizações locais e regionais e o setor privado (empresas), cada qual com diferentes interesses, mandatos, capacidades e expertise logística.
Nas operações de paz, o sistema logístico é complexo e exige muita coordenação e ajustes finos o tempo todo. O monitoramento é constante e demanda uma capacitação dos países contribuintes e das entidades envolvidas, a fim de que se mantenha e acompanhe o dialogismo logístico. Nenhum elemento funciona isoladamente, e todos os esforços logísticos e diplomáticos (governamentais) convergem para o sucesso da operação de paz (Figura 1).
Figura 1. Relações dialógicas

Fonte: O AUTOR, 2026.
3. Considerações Finais
Sustentados em uma tradição pacifista do Brasil e em uma ausência de ameaça externa direta, muito se discute, no seio da sociedade, sobre a atribuição de prioridades maiores aos aspectos ligados à segurança e defesa nacional (BRASIL, 2006), fato que afeta diretamente o desenvolvimento da logística operacional e militar do país e, por conseguinte, a participação em operações de paz.
Ainda que haja um questionamento do valor social da logística de defesa, ou da logística e da defesa per se, é no contexto da logística das operações de paz, com o emprego das Forças Armadas brasileiras no cenário internacional e, eventualmente, com algum caráter humanitário, que o valor social da logística assume um novo papel, evidenciando “o fator dual salvar vidas versus o uso eficiente de recursos limitados” (BALCIK, 2010, p. 33).
Ao analisarmos, então, a logística como fator de impacto do emprego internacional das Forças Armadas brasileiras em operações de paz da ONU, e respondendo à pergunta que norteou esta investigação, podemos dizer que a logística impacta significativamente o emprego das Forças Armadas brasileiras em operações de paz, uma vez que o planejamento logístico está diretamente atrelado a aspectos econômicos, políticos e estratégicos que visam à projeção do Brasil no cenário internacional, conforme o descrito nas END e PND (2024). Da mesma forma que a logística se liga à estratégia, é possível notar sua dependência de uma estrutura econômica, organizacional e social desenvolvida, que por sua vez está ramificada e interligada a diversos atores — TCCs, ONU, país anfitrião — para mencionar alguns. Fato é que uma logística doméstica estruturada, apesar de não ser uma condição sine qua non, aumenta as chances de participação e de sucesso do país e suas Forças Armadas em operações de paz, quando este for requisitado pela ONU.
No caso brasileiro, as políticas externas das duas últimas décadas têm apontado para o objetivo de conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como de exercer um papel mais relevante no cenário internacional. As operações de paz servem como instrumentos para atingir tais metas, sendo determinante o estabelecimento de um forte diálogo com a logística que, embora nem sempre valorizada, se faz necessária para a gestão de fluxos de produtos, modernização, serviços e informação, no ambiente das operações nacionais e internacionais, como as operações de paz.
O diálogo constante da logística com as operações de paz sustenta os objetivos propostos pela própria operação, pela instituição que a estabeleceu e pelo país contribuinte. A logística reafirma, mais uma vez, sua importância; sem a qual nem se faz guerra, nem se constrói a paz.
REFERÊNCIAS
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KEEGAN, J. Uma história da guerra. São Paulo: Companhia de Bolso, 2006.
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Rio de Janeiro - RJ, 15 de abril de 2026.
Como citar este documento:
ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME). OBSERVATÓRIO MILITAR DA PRAIA VERMELHA (OMPV). A relação dialógica da logística com as Operações de Paz da Organização das Nações Unidas. Rio de Janeiro, 2026. Disponível em: https://ompv.eceme.eb.mil.br/areas-tematicas/missao-de-paz/artigos/a-relacao-dialogica-da-logistica-com-as-operacoes-de-paz-da-organizacao-das-nacoes-unidas.
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