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Apresentação

Publicado: Quarta, 27 de Mai de 2020, 14h39 | Última atualização em Terça, 04 de Agosto de 2020, 14h18 | Acessos: 249

A Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) – Escola Marechal Castello Branco – é o estabelecimento de mais alto nível do sistema de educação e cultura do Exército Brasileiro, no qual tanto oficiais da linha bélica quanto médicos e engenheiros militares realizam cursos de altos estudos e de política e estratégia, mais recentemente, com o reconhecimento pela CAPES dos programas de pós-graduação “strictu sensu” (mestrado e doutorado), a ECEME passou a contar também com alunos civis.

Ao longo de sua trajetória de mais de cem anos, a ECEME tem se notabilizado por “pensar o Exército” e prestar relevantes contribuições ao Sistema de Desenvolvimento da Doutrina Militar Terrestre (SIDOMT), bem como tem subsidiado, por meio de seus projetos interdisciplinares, estudos sobre temas de interesse dos órgãos de direção geral, operacional e setorial da Instituição.

Calcada no trinômio Ensino-Pesquisa-Doutrina, a ECEME conduz seus cursos em regime de dedicação exclusiva, em tempo integral. Tendo adotado a metodologia do ensino por competências, a Escola vê-se, agora, diante da necessidade de evoluir de uma integralidade quantitativa para uma integração qualitativa, contextualizada e sinérgica de todas as suas atividades.

Os cursos oferecidos aos oficiais brasileiros, inclusive o de preparação, têm caráter corporativo, inserindo-se no itinerário formativo iniciado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), no Instituto Militar de Engenharia (IME) e na Escola de Saúde do Exército (EsSEx) e no continuado na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Em todo esse processo, avultam de importância a consolidação dos valores mais caros à Instituição e o aproveitamento das experiências vivenciadas por alunos e instrutores ao longo da carreira. Tais circunstâncias não apenas favorecem como também recomendam a integração entre os diversos cursos, disciplinas e atividades conduzidas na Escola.

Analisado o ambiente escolar, verificou-se que há oportunidades a explorar, capazes de agregar valor ao processo ensino-aprendizagem, tirando-se proveito do seu caráter integral para potencializar a atuação do considerável conjunto de talentos reunido na ECEME, aprofundar os conteúdos desenvolvidos na Escola (factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais) e interrelacionar os diversos métodos adotados. Neste sentido, iniciativas integradoras vêm sendo adotadas com o intuito de se alcançar adequado grau de convergência dos vetores que materializam a prática pedagógica da Escola, dentre as quais se destaca a criação do Observatório Militar da Praia Vermelha (OMPV).

O Observatório Militar da Praia Vermelha (OMPV) é um instrumento de integração de conhecimentos, destinado ao acompanhamento geopolítico da conjuntura, definido por áreas temáticas, a partir da capacidade de análise político-estratégica presente na ECEME.

O OMPV foi criado no dia 20 de setembro de 2017, pelo Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, com a missão de realizar estudos políticos e estratégicos de interesse da área militar, em particular do Exército, valendo-se das diversas metodologias empregadas na ECEME, dando um tratamento multidisciplinar a essas questões e, também, de contribuir para o incremento e a difusão da mentalidade de Defesa.

Desta forma, o OMPV se propõe a realizar o acompanhamento do cenário geopolítico definido em áreas temáticas de interesse, sob a ótica das Ciências Militares, produzindo e divulgando conhecimento de modo contínuo e oportuno referente aos assuntos que tenham aderência aos interesses do Exército, em especial aos que impactam no estudo do preparo e do emprego da Força Terrestre. Adicionalmente, ampliará o desenvolvimento de uma mentalidade de pesquisa e análise de estudos estratégicos na ECEME e no Exército. Sendo assim, tornar-se-á uma relevante ferramenta na pesquisa e nos estudos estratégicos, disponível na WEB, ao mesmo tempo em que proporcionará a aproximação de instituições congêneres e de colaboradores externos, civis e militares.

Atualmente, as áreas temáticas selecionadas são: Conflitos Bélicos; Sistemas de Armas; Terrorismo; Missões de Paz; Guerra Cibernética; Movimentos Populacionais; Crime Organizado Internacional e Segurança Pública; e Recursos Naturais e Fontes de Energia. Sob a coordenação do IMM, cada um desses tópicos será observado por um grupo de trabalho composto por um coordenador militar, um coordenador acadêmico, observadores (incluindo os diversos instrutores e alunos de nações amigas), adjuntos de coordenação (alunos civis bolsistas do Programa de Pós-Graduação e, Ciências Militares), e colaboradores externos.

Dentre as formas de divulgação dos trabalhos resultantes desse acompanhamento , destaca-se a elaboração de análises estratégicas apoiadas em mapas temáticos, desenvolvidos por meio de software de geoprocessamento, que proporcionarão um aprimoramento das práticas pedagógicas da Escola e serão disponibilizados para os diversos órgãos do Exército e entidades parceiras, bem como para toda a sociedade interessada. A clipagem e a resenha das principais notícias e artigos publicados na WEB dentro de cada área de estudo no período considerado também é um produto a ser disponibilizado pelo OMPV, bem como as referências bibliográficas utilizadas para o estudo e a análise estratégica realizada.

Destarte, o OMPV desenvolverá, de forma sistêmica, a produção de estudos estratégicos na ECEME, aproveitando o capital intelectual permanente (docentes) e temporário (discentes) existente na Escola, reunidos em grupos de pesquisa inscritos no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ, contribuindo assim mais um elemento integrador entre as Divisões da Escola. Ademais, ao divulgar para a sociedade e, em especial, para a comunidade científica o conhecimento produzido na Escola, o OMPV configura-se também como mais um vetor de comunicação social da ECEME. Fica, assim, patente que a Escola que “pensa o Exército” aprimora-se constantemente na maneira de “pensar o Brasil e o sistema internacional”.

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