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OMPV e a Reunião do Gabinete de Intervenção Federal de 2 ABR 18

Publicado: Segunda, 10 de Agosto de 2020, 16h58 | Última atualização em Quarta, 30 de Setembro de 2020, 18h05 | Acessos: 186

02/04/2018

No dia 2 de abril, o OMPV presenciou a reunião do Gabinete de Intervenção Federal (GIF), presidida pelo Secretário Estadual de Segurança Pública, General Richard Nunes. Estiveram presentes o Chefe da Polícia Civil, o Secretário de Administração Penitenciária, o Secretário de Estado de Defesa Civil e o Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto, além dos demais integrantes do GIF.

O Secretário iniciou suas palavras tratando, mais uma vez, do fato de existir no GIF uma estrutura de governança bem diversificada e que “entraram no jogo” de maneira escalonada, isto é, não simultânea. A partir deste momento é que se pode ter uma visão do conjunto todo montado. Isto não ocorre quando um governo assume seu cargo no 1º dia do ano, após ser eleito, exemplificou. Neste caso, toda a estrutura já está definida e todos iniciam seu trabalho de forma simultânea. Isto fará com que alguns planejamentos necessitem ser ajustados.

Comentou sobre a necessidade de se construir um ambiente informacional favorável, pois é muito importante para apresentar um contraponto ao quadro que se apresenta hoje no Rio. Há necessidade de se ter uma comunicação de nível estratégico muito bem elaborada e coordenada com todas as agências e colaboradores. Por ser um ano eleitoral e o período de lançamento de candidaturas já em execução, deve-se ter muita atenção e cautela para que a segurança pública possa assegurar um ambiente político estável e seguro para o exercício da democracia. Por esse motivo, o esforço principal de toda a Secretaria de Segurança em coordenação com o Comando Conjunto é a segurança do evento que ocorrerá nos Arcos da Lapa. Houve, inclusive, o apoio da COMLURB para retirar das proximidades os materiais que pudessem ser utilizados por vândalos. Reforçou a necessidade do comprometimento de todos no acompanhamento desse e de outros eventos que ocorrerão nos próximos dias.

A presença dos militares na intervenção federal criou uma grande expectativa na população e ela não está com uma posição crítica sobre o planejamento das ações. O interesse da população é no aumento da sensação de segurança e na redução dos índices de criminalidade. Apresentou um infográfico feito pelo Instituto de Pesquisas Datafolha, que apresenta números sobre a Intervenção Federal no Rio de Janeiro. Fez uma comparação entre os números da população da capital que apoiam a intervenção (76%) e, dentre estes, aqueles que acham que a presença das Forças Armadas não fez alguma diferença na segurança da cidade (69%). Com isso, reforçou que a percepção de segurança tem prioridade para o planejamento das operações. Disse que continuarão e serão realizadas em maior dimensão as operações que visam a aumentar essa percepção, em especial nos bairros e ambientes da cidade de grande circulação da população, inclusive em regiões turísticas da cidade.

A seguir, o Delegado Fernando Veloso fez uma reflexão sobre os números dos índices de roubos de veículos quando mostrou a quantidade de pessoas que acabam sendo impactadas com esse tipo de delito. Usou a média de uma família com 4 (quatro) integrantes para mostrar que o roubo de veículos impacta diretamente 240.000 pessoas por ano. Disse que há necessidade de uma operação emergencial contra esses crimes. O Instituto de Segurança Pública (ISP) disse que deverá consolidar os dados oficiais até o décimo dia útil do mês subsequente.

O Secretário retomou a palavra e disse que a comunicação estratégica se faz com dados estatísticos concretos. Apresentou dados preliminares sobre os índices de delitos na Semana Santa e salientou que podem sofrer alteração, mas já mostram uma redução em todos os tipos de delitos, com grande destaque para o roubo a turistas. Imputou essa melhora à atuação coordenada e integrada das forças de segurança, inclusive da Guarda Municipal. Com isso reforçou que o planejamento baseado em manchas criminais é crucial para o bom resultado esperado. Reforçou a necessidade de avançar nas ações planejadas, em uma sequência de atividades que dão resultados positivos. Portanto, a prioridade deve ser para as operações planejadas no âmbito da Secretaria de Segurança. Encerrou o assunto dando liberdade de ação total para o planejamento das operações com as diretrizes recém-emanadas.

O General Richard ainda citou uma reunião realizada com as duas polícias para tratar do Regime Adicional de Serviço (RAS) a ser pago pelo Governo do Estado, conforme compromisso assumido com o Gabinete de Intervenção Federal. Reforçou que esse adicional aumenta a presença das polícias na rua, sem necessidade de novos concursos públicos e, consequentemente, aumenta o combate aos crimes em todo o Estado.

Levantou a necessidade de ter uma ação integrada com o DETRAN, visando a fiscalizar veículos suspeitos e coibir o roubo de veículos e apontando como fundamental a integração do DETRAN neste esforço conjunto.

Ao final da reunião relembrou que os tempos da intervenção não foram concomitantes, o que fez com que trabalhos realizados anteriormente sofressem reajustes, como, por exemplo, no emprego das Forças Armadas. A prioridade para a Polícia Militar agora é recomposição de efetivos com reestruturação das UPPs, revisão das licenças médicas e a questão do RAS. Para a Polícia Civil, a prioridade é o combate ao roubo de veículos e carga. Estes crimes são os que mais afetam a sociedade e a economia do Estado. Essas prioridades apontadas não vão substituir as demais operações já planejadas nem as demais medidas emergenciais e estruturantes em andamento.

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